Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, a luta de uma família
pela verdade Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o
deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado,
em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971,
o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto.
Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada,
defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras.
Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer,
Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E
mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar — e
tentar entender — o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai,
naquele janeiro de 1971.

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