Trata da relação entre o conceito de transmissão e a gênese do
conhecimento epidemiológico. Busca responder às seguintes questões:
como, a partir da ocorrência de uma epidemia, vão sendo construídas
verdades e definições a seu respeito?; como os conceitos científicos que
constituem a epidemiologia participam desse processo?; que marcas e
conseqüências esses conceitos imprimem às maneiras adotadas para se
lidar com o acontecimento? A autora trabalha criticamente com dois
conceitos habituais no campo da saúde pública: o de contágio, associado a
atitudes preconceituosas e de rejeição do outro; o de transmissão, que
marca a constituição da epidemiologia como disciplina de estrutura
científica. A problemática da Aids é o fio condutor da reflexão
epistemológica.
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