Embeber-me de vários autores na tentativa de definir, ou pelo menos apontar caminhos, para o que viria a ser a cidade sustentável, havia se tornado uma necessidade pessoal que surgira em meados do curso de arquitetura e urbanismo, em um momento em que, até então, meus interesses acadêmicos haviam se voltado ao estudo da arquitetura sustentável e bioclimática. No momento em que as disciplinas de urbanismo me apresentaram uma realidade brasileira desigual, injusta, e, contraditoriamente, cheia de vida, a bolha da classe média em que eu habitava teve que ser rompida para que eu pudesse ser apresentada ao mundo da cidade informal. Senti-me atraída por aquela realidade espontânea e diversa, ao mesmo passo que entendi que jamais poderia existir sustentabilidade sem justiça social.
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