O livro procura compreender o fenômeno de internacionalização
das empresas e grupos econômicos com origem e consolidação nos países
latino-americanos, especialmente do Brasil, Argentina, Chile e México,
que vêm captando crescente volume de Investimentos Estrangeiros Diretos
(IED) por meio de um número bastante significativo de empresas grandes e
médias. De acordo com o autor, trata-se de um movimento de pouco mais de cem
anos e com vários pontos de inflexão, que sinaliza a tendência de
ampliação das escalas espaciais de acumulação desses capitais
particulares "multilatinos", embora de maneira desigual. Argentina e
Brasil, por exemplo, alternaram-se na liderança dos estoques e fluxos de
capitais produtivos realizados até os anos 1980. Desde então, México e
Chile incrementaram sua relevância regional, ao passo que a Argentina
apresentou uma significativa redução. As condições políticas e econômicas ao longo da história recente
desses quatro países são também analisadas no livro. Uns mais, outros
menos, eles levaram a cabo políticas de substituição das importações -
com distintas intensidades - e promoveram, em diferentes momentos,
políticas neoliberais de abertura econômica desenfreada, de
desregulamentação financeira, de privatização e concessão de empresas
públicas, entre outras, que influenciaram diretamente as estratégias
corporativas dos grupos econômicos locais e a estrutura industrial.
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