Pensar
um ensino de humanidades em perspectiva interdisciplinar e
contextualizada, de modo a fazer jus a dois pontos que considero
fundamentais para o sucesso desse mesmo ensino humanístico em particular
e da educação de um modo geral, a saber: (a) o diálogo permanente com
as disciplinas científicas e com os problemas do cotidiano de vida, que
permite enfatizar-se a atualidade e a importância das humanidades no que
tange à formação crítica e criativa dos educandos (reforçando,
inclusive, o aspecto emancipatório da educação e da escola, que é um de
seus cernes); e (b), a partir da interação com as disciplinas
científicas e com o cotidiano de vida, a possibilidade tanto de
pensar-se sistematicamente sobre o conhecimento quanto de aplicar-se
prática e localizadamente esse mesmo conhecimento sistematicamente
elaborado. Esses dois pontos, com efeito, tornam o ensino de humanidades
um rico campo de valorização das disciplinas científicas (e de seus
resultados) em sua relação com a dinâmica – em termos de problemas e de
potencialidades – própria de nosso cotidiano, em seus múltiplos e
interconectados vieses (social, político, cultural, econômico etc.).
Eles permitem relembrar e reforçar essa encarnação das pesquisas
científicas, ao mesmo tempo em que valorizam a importância da abordagem
científica do – e sobre o – cotidiano, que, tanto quanto as abordagens
religiosas, filosóficas ou ligadas ao senso comum (que não pode ser
entendido, aqui, em um aspecto negativo, desvalorizado frente à
ciência), tem importância capital para a conceituação e a transformação
do mesmo.
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