Mário
Mattos já é jornalista experiente quando começa a escrever contos em
1983. Após Ingressar na Academia Sorocabana de Letras, escreve a coluna
semanal Fogo de Tropeiros como colaborador do jornal Cruzeiro do Sul de
Sorocaba, SP. Datam dessa década os primeiros 14 contos da presente
série. Os demais são produzidos a partir da década de 90 - quando Mário
de volta ao Sul, frequenta oficina de criação literária em Pelotas, RS.
Por que motivo, Mário, somente agora, 30 anos decorridos do teu primeiro
ensaio e aos 89 anos de idade, é tomada a decisão de reunir em livro a
prosa de ficção produzida ao longo dos anos? Ele responde: Primeiro,
porque nessas narrativas, há em comum a intenção de transmitir uma certa
força cultural, telúrica. Em segundo lugar, os temas trágicos embora
realistas, não induzem a conclusões depressivas. A experiência vista com
olhar aberto e amplo, pode trazer lições vivificantes. Por último, os
contos refletem uma visão multilateral, atual e histórica da sociedade
brasileira nas áreas do Grande Pampa Cultural – universo dos gaúchos e
tropeiros - que vivenciei. Por que guardar essas vivências no bolor de
um baú?...Que o leitor, ao passar pela experiência das narrativas,
interaja e amplie sua visão de mundo em busca de uma alma de horizonte -
é a esperança do autor.
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