Há poetas que ocupam um lugar privilegiado na literatura de seus países. Virgilio López Lemus é um deles. Criadores enquanto poetas e mediadores do conhecimento literário como críticos, esses poetas representam a própria vitalidade de sua literatura enquanto razão e sentimento. O aprofundar a linguagem no poema e o olhar que cataloga, analisa, interroga, como separá-los? É assim Virgilio. Um poeta que se torna um crítico da sua geração. E, além disso, é um eterno caminhante das estradas do mundo - como verão nesses poemas -, andando por Espanhas poéticas e na doce Macedônia de antes da guerra. O poeta que perambulou um tempo desses em Porto Alegre, amigo de Sergio Faraco, que o levou a conhecer Mario Quintana. Como é possível tudo isso, Virgilio? Estar em tantos lugares, ser amigo de poetas brasileiros, amigo do poeta Gaetano Longo, em Trieste, e de outros poetas de nomes impronunciáveis, eslavos.
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