Com a crise da razão iluminista, os grandes desastres ocasionados
mundialmente pelos totalitarismos do século XX e a Segunda Guerra
Mundial, deu-se início a um processo de ruptura e superação da chamada
Idade Moderna, caracterizada pelo endeusamento da razão e,
consequentemente, da ciência e da técnica. Surge aí um novo paradigma,
um novo dia para a religião cristã, a qual havia sido posta de lado pela
modernidade. Esse novo dia é fruto, não-paradoxal, da morte de Deus
narrada por Nietzsche e da já citada crise da razão iluminista. Neste
novo tempo, o tempo da caritas, nasce a possibilidade do encontro do
sujeito pós-moderno com a religião, que graças a kénosis, se abre a
oportunidade de voltar-se à sua essência, isto é, a vivência da caritas,
promovendo o diálogo com as demais religiões, educando para o respeito e
a tolerância étnica e cultural.
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