Toda pessoa é uma questão para si mesma, quanto mais para outrem. Desde
muito tempo o ser humano tem desvendado muitos mistérios acerca da vida,
tem vencido obstáculos e superado inúmeras situações inusitadas. No
entanto continua sendo ele mesmo o grande mistério, seja em âmbito
filosófico ou teológico. O ser humano é inquieto diante de si mesmo, sem
conseguir possuir-se ou compreender-se por inteiro. Sua busca por
plenitude, por maturidade, encontra resposta em Jesus Homem-Deus, até
tornar-se aquilo que Deus sonhara ao vê-lo como obra de suas mãos,
constituído imagem e semelhança do próprio Criador. Neste universo se
encontra o vocacionado ao presbiterato. Mergulhado na história e marcado
pelos paradoxos de contingência e transcendência, finitude e
infinitude, criatura semelhante ao Criador, com ânsia de plenitude e
marcado pela vulnerabilidade. Abraçar, portanto, no processo formativo a
ânsia por uma humanidade aberta à plenitude exige do formando,
sobretudo, abraçar sua própria condição humana e nela abrir-se à
transfiguração, mediante o encontro com Jesus. Ser pleno, ser santo, ser
crístico é, antes de tudo, ser radicalmente humano, pois assim sendo o
formando, assume em si o sonho de Deus, isto é, uma criatura feita
imagem e semelhança do seu Criador.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário