Desde a criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), em 1996, os agricultores e agricultoras familiares brasileiros têm recebido crescente atenção das políticas públicas. Políticas estas, diga-se de passagem, construídas com a participação e a legítima representação dos movimentos sociais organizados. Se é fato que durante alguns anos as diversas modalidades de crédito diferenciado (custeio, investimento, infra-estrutura) foram a principal, e talvez a única, política pública de envergadura para a agricultura familiar, é importante destacar que, a partir dos primeiros anos deste século XXI, um novo conjunto de ações e programas se juntaram ao Pronaf para dar mais robustez às iniciativas de fortalecimento deste segmento social extremamente importante na sociedade brasileira. Vale dizer que, neste processo, além dos agricultores e agricultoras familiares, também receberam uma atenção maior os assentados da reforma agrária, os remanescentes de quilombos, os indígenas, as populações ribeirinhas, os extrativistas, de tal forma que as políticas públicas no Brasil reconheceram a importância cultural, étnica e histórica destas populações tradicionalmente excluídas das benesses do desenvolvimento socioeconômico.
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