No arco da última década e meia, uma confluência de fatores de impacto
mundial tem originado novos entendimentos e organizações de ordens
econômica e urbana. Insere--se nesse quadro a eclosão dos debates
acerca da "economia criativa" e, de forma mais recente, da "cidade
criativa". No Brasil, ainda há parca bibliografia a respeito de ambos os
temas e dos benefícios que poderiam gerar ao contexto urbano. A
presente tese responde fundamentalmente a duas questões: caracterizar o
que seria uma cidade criativa e analisar se São Paulo pode ser
caracterizada como uma. Para tanto, unem--se neste trabalho revisão
conceitual; cunhagem de um conceito norteador de cidade criativa;
experimentação de sua aplicabilidade a três cidades; e uma análise
prática da aderência desse conceito à cidade de São Paulo, sob dois
recortes: de forma abrangente; e de modo aprofundado, tendo as artes
plásticas contemporâneas como instrumento de estudo.
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