As florestas existentes no mundo somam cerca de quatro bilhões de hectares (ha), cobrindo aproximadamente 30% da superfície terrestre do globo. A distribuição dessa cobertura florestal está concentrada em diversos países, entretanto, cinco apresentam mais da metade da área florestal mundial – a Rússia, Brasil, Canadá, Estados Unidos e China (FAO, 2009). No Brasil, existem aproximadamente 480 milhões de ha de cobertura florestal, ou seja, 56% de seu território, sendo a segunda maior área de florestas do mundo, atrás apenas da Rússia (MMA, 2007) e a maior floresta tropical do mundo. A distribuição da cobertura florestal nativa não é uniforme pelas unidades da Federação, sendo que 50,89% das florestas nativas do Brasil estão situadas no bioma Amazônia; 24,62% estão no Cerrado; 1,82% no Pantanal; 9,93%, na Caatinga; e 12,74%, na Mata Atlântica (MMA, s.d.). As florestas plantadas, por seu turno, ocupam apenas 0,77% do território nacional, somam 6.583.074 milhões de ha, sendo 4,3 milhões de ha com espécies do gênero Eucalyptus; 1,87 milhão de ha com o gênero Pinus; e 457 mil ha de outras espécies (ABRAF, 2009). O setor de base florestal possui importância significativa em termos socioeconômicos para o país. Segundo a Abimci (2009), em 2008, a indústria de base florestal brasileira foi responsável gerar riquezas da ordem de US$ 44,6 bilhões, o que corresponde a 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Empregou o correspondente a 9% da população economicamente ativa (PEA), o que representa 8,6 milhões de empregos diretos. Contribuiu com 1,5% do total da arrecadação de impostos nacionais, em valor, US$ 7,2 bilhões, e gerou US$ 8,8 bilhões em receitas de exportações, que é 5,5% do total das exportações nacionais, com um superávit de U$ 7,4 bilhões.
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