Homem 'sem geração', com história de vida singular e quase impensável à
luz do padrão de sociabilidade de nossas elites intelectuais, o
sociólogo Florestan Fernandes ganhou 'nome' e notoriedade na Faculdade
de Filosofia da USP. Ali encontrou o espaço possível para romper com o
'círculo de ferro' de sua condição social, marcada por dificuldades de
toda ordem. A primeira prova pública de sua competência como
cientista social encontra-se nesse livro que o leitor tem o privilégio
de ter em mãos, originalmente tese de doutorado. Defendia em 1951,
quando Florestan mal completara trinta anos, A Função Social da Guerra
na Sociedade Tupinambá nada deixa a dever às mais importantes
monografias clássicas da antropologia social. A guerra de tupinambá, que
tanto intrigou o imaginário europeu por entrelaçar e canibalismo,
torna-se um fato social total.
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