O cenário internacional mostra um significativo crescimento da capacidade instalada mundial de energia eólica, e que responde, no final de 2011, por 3% da geração elétrica mundial. Munidos de diferentes motivações, diversos países vêm investindo nessa fonte, que tem a perspectiva de dobrar sua capacidade instalada mundial em cinco anos. Isto mostra o mercado de uma opção energética limpa, economicamente viável e em expansão. Diferentes políticas de fomento têm sido implementadas, sejam elas de incentivos, como é o caso de alguns países europeus, ou protecionistas, como as adotadas pela China. No caso brasileiro, o processo de inserção da fonte eólica na matriz elétrica nacional inicialmente contou com o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), sendo este uma política de incentivos no estilo das tarifas feed-in. Com o apoio desse Programa, acelerou-se a curva de aprendizagem da energia eólica no Brasil, que, desde 2009, já tem competido nos leilões de energia do ambiente regulado com outras formas tradicionais de geração. O resultado é que esta fonte no Brasil passou, nos últimos seis anos, de 22 MW de potência instalada para cerca de 1.500 MW, e já há perspectivas de se dobrar este número até o início de 2013, por meio dos projetos contratados nos últimos leilões. A partir de 2013, estima-se um acréscimo de cerca de 2 GW por ano, e projeta-se que o Brasil ocupe a 4ª ou a 5ª posição em capacidade instalada no ranking mundial em 2016. O crescimento da energia eólica no Brasil demonstra o dinamismo dessa indústria, a qual apresenta um grande potencial de geração de empregos e de desenvolvimento da economia.
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