A modernização da agricultura e o surgimento da silvicultura em sua
gênese no início do século XX, no Estado de São Paulo, são abordados e
analisados nesta pesquisa. Nossa hipótese é a de que a elite agrária,
incluindo Edmundo Navarro de Andrade, considerado um ícone da
silvicultura no país, possuía um projeto de modernização da agricultura
que se servia de modelos europeus e norte-americanos. Podemos dizer que
a elite agrária se impõe ao país porque tinha uma proposta política
consistente, bem fundamentada cientificamente, atualizada em relação a
outros países e articulada com outros setores da sociedade, tais como
os políticos e a mídia, principalmente. São apresentados fatos que
mostram que a modernização da agricultura foi um processo mundial, que o
Brasil nela se insere elegendo a Europa como modelo intelectual e os
Estados Unidos como exemplo concreto a ser imitado em suas realizações,
sendo a Sociedade Paulista de Agricultura (SPA) a principal
incentivadora no Estado de São Paulo. O governo de Jorge Tibiriçá
(1905-1908), cujo secretariado era composto em sua totalidade por
membros oriundos da SPA, foi seu primeiro implementador. Esta pode ser
considerada a primeira experiência de aplicação da ciência como
norteadora de uma política pública bem definida em relação à
agricultura. A ferrovia é o principal agente da modernização no campo
ao permitir a agricultura avançar para além de duzentos quilômetros do
litoral e ao permitir a circulação de mercadorias.
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