Neste Tractatus, antes de mais nada e acima de tudo, trata-se de fazer
jus à impossibilidade de justiça, enquanto desconstrução em seus efeitos
e reconfigurações da possibilidade de justiça. A especificidade social
da nossa socialidade, assim como a impossibilidade de justiça e a
incompreensibilidade da alteridade, nos remetem a novos horizontes de
utopia social e a novas maneiras de compreender a libertação - social,
política, espiritual, ecológica, animal, holística - sem impor uma
agenda de messianismo político ou apregoar uma panaceia escatológica num
mundo cada vez mais complexo e confuso.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

"Para o presente tratado [Tractatus politico-theologicus], a capa reproduz o quadro "Operários" (1933), de Tarsila do Amaral, considerado o primeiro pertencente à sua chamada fase social, seguindo sua Exposição em Moscou em 1931 e participação em reuniões do Partido Comunista. O “Partidão” (PCB) foi fundado no Brasil em março de 1922, um mês depois da Semana de Arte Moderna, da qual Tarsila não participou por encontrar-se justamente em Paris, embora já fosse aclamada como uma das mais importantes modernistas brasileiras. Assim como a sua tela Abaporu (1928) se tornara um símbolo do movimento antropofágico no modernismo brasileiro, o quadro Operários marca o início da consciência histórica brasileira dos movimentos operários e do mundo do trabalho massificado no capitalismo periférico. As capas dos tratados são como cartas roubadas –deslocadas, impregnadas, recalcadas, repetidas, decifradas— que nos permitem proceder a tais reflexões inconclusas." http://media.wix.com/ugd/48d206_d8f61f4166d84a4db3e2512ddc198679.pdf
ResponderExcluir