Hesitações são bastante frequentes no discurso de parkinsonianos e
seriam decorrentes, para a literatura biomédica, de aspectos orgânicos
alterados pela doença. Os autores, porém, se questionam: seriam os
aspectos orgânicos os únicos a explicarem sua ocorrência no discurso de
parkinsonianos? Baseados na Linguística, campo no qual as hesitações são
vistas como um fenômeno presente em qualquer condição de uso da
linguagem, os autores procuram demonstrar que o funcionamento das
hesitações no discurso de parkinsonianos supõe não apenas a ação dos
aspectos orgânicos, mas, também, dos aspectos linguístico-discursivos da
linguagem.
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