José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco (1819-1880), teve
papel de destaque em momentos fundamentais do Império Brasileiro.
Escreveu para alguns dos principais periódicos da época, como O Novo
Tempo, o Correio Mercantil e o Jornal do Commercio, abordando os mais
diversos assuntos que tomavam conta dos debates públicos no país, como a
situação instável na região do Prata, ao sul do Império, a questão do
tráfico negreiro, as disputas parlamentares, etc. Abordou, também, temáticas do cotidiano do Rio de Janeiro, suas festas,
teatro, escritores e arquitetura, tendo sido considerado por alguns
autores como um dos precursores da crônica jornalística no Brasil. Suas
ideias atravessam os mais polêmicos temas da época. As cartas
intituladas Ao amigo ausente, escolhidas para esta coletânea, são uma
bela amostra de sua concepção de mundo.
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