
A história da escravidão brasileira se confunde – ou melhor, se funde – com a história da resistência escrava. Os africanos sequestrados e escravizados aqui jamais se mostraram passivos neste processo. Negros e negras lutaram, guerrearam e manifestaram insistentemente a recusa em aceitar a coisificação à qual foram expostos, embora a historiografia oficial por muito tempo tenha silenciado sobre a presença e atuação destes homens e mulheres. Luiza Mahin foi uma destas guerreiras, todavia, é importante ressaltar que sua luta não foi isolada. Nomes como Aqualtune, Acotirene, Zeferina e Maria Felipa não só merecem como precisam ser lembrados como símbolo de resistência negra e, quando se trata da manutenção da luta por igualdade, que configura a continuidade do projeto de resistência à opressão, é fundamental referir-se a Lélia Gonzalez, Tia Ciata e Maria Carolina de Jesus.
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