Daniel Precioso aborda nesta obra os mecanismos e as artimanhas
forjados pelos pardos da Capitania de Minas Gerais, ou mais precisamente
da Vila Rica do final do século XVIII, para serem visto como iguais aos
membros considerados cidadãos naquela sociedade que emergiu abrupta e
violentamente das riquezas do ouro e tentou conservar os critérios de
hierarquização da sociedade colonial ibérica. Segundo Precioso, em especial em Vila Rica, conviveram pessoas de
costumes, valores e crenças distintas, e os processos múltiplos de
miscigenação, hibridação e mestiçagem, não apenas do ponto de vista
biológico, mas também cultural, engendraram uma sociedade complexa e
multifacetada, cuja ampla camada de forros e mulatos fez-se presente
desde cedo. O autor busca analisar de que maneira os homens pardos da Confraria de
São José de Vila Rica procuraram distinguir-se socialmente dos demais
homens livres não brancos naquele período, por meio do desempenho de
atividades religiosas, militares, artísticas e artesanais. Foca também
as penosas negociações dos pardos com as autoridades locais e
ultramarinas para um melhor arranjo do grupo na escala social.
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