Era da informação, revolução das comunicações e sociedade midiatizada são algumas das expressões que vêm balizando a discussão sobre a contemporaneidade. No centro desse debate, estão as trocas discursivas entre os seres humanos e os diferentes estágios de seu desenvolvimento: das mensagens recebidas no mesmo contexto de sua produção, da situação das sociedades orais ao surgimento de códigos ― da escrita e sua reprodução através dos tipos móveis às sequências de bits dos sistemas computacionais ― que permitiram a superação dos limites espaço-temporais entre a emissão e a recepção de mensagens. Na reflexão sobre as inter-relações entre tecnologias e sujeitos, surgem proposições de diferentes ordens. McLuhan, já nos anos 1960, ainda sem fazer referência à revolução da tecnologia da informação apontada por autores contemporâneos como Castells e Levy3, indicava que o caminho do progresso humano deve ser investigado a partir da evolução tecnológica. Assim, os artefatos criados pelos homens através dos tempos podem ser pensados como extensões do corpo e decisivos componentes da evolução humana. Isso, desde as facas de sílex de que se valiam os escribas para registrar em tábulas os tributos devidos ao deus da cidade até as primeiras técnicas eletrônicas a serviço da comunicação (telégrafo, telefone, rádio e, depois, televisão); chegando aos transistores de cristais isolados de silício que alimentaram a segunda geração de computadores, em 1953; e ao primeiro software para microcomputador criado, em 1975, pelos então estudantes William (Bill) Gates e Paul Allen.
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