Nesta obra, Gabriel García Márquez narra a história de Síerva Maria Todos los Angeles, que vivera na Colômbia do Século XVIII, filha do Marquês de Casalduero e da
segunda esposa, Bernarda Cabrera. Esse estranho casal, cujo enlace não dera alegria a
nenhum dos cônjuges, teve uma única filha, concebida sem amor e criada na
indiferença. Rejeitada pelos pais desde o nascimento - sua mãe a odiara na
única vez em que a amamentara - , Síerva Maria era criada entre os escravos da
casa. Recebeu o nome de Maria Mandinga e foi iniciada na religião africana,
aprendendo com eles rituais e o idioma ioruba.Com
seus colares de contas de orixás e uma longa cabeleira ruiva que lhe pendia aos
pés “como um vestido de noiva”, a menina não parecia ser deste mundo. Quando,
aos 12 anos, foi mordida por um cão com suspeita de raiva, espalhou-se a
notícia, segundo a crendice da época, de que acabaria possuída por demônios. O
pai, com remorsos, cai de amores pela menina, que recebe a aproximação com
desconfiança. Procurando ajuda na ciência e no curandeirismo para salvar a
filha, ele chega à casa do médico mais famoso da região, Abrenúncio de Sá
Pereira Cão (personagem dos mais instigantes da obra). Ateu convicto de alma
generosa, o médico afirma que Sierva Maria não tinha sintomas de raiva, mas
sim, de falta de amor. Note-se aí a comparação sugerida pelo autor entre raiva-
doença e a raiva- sentimento, da mesma forma como ele irá associar mais adiante
sinais da possessão demoníaca a sintomas da paixão.
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