Neste livro o autor analisa a natureza contraditória da atividade
criativa aplicada à produção material humana, conhecida como design
industrial. Surgido da divisão social do trabalho, ligado historicamente
à produção industrial capitalista, em determinados momentos da história
do design surgem “fissuras emancipatórias” que, em última instância,
não conseguem romper com a lógica contraditória da mercadoria, tampouco
com a rigidez tecnocrático-gestorial da organização capitalista do
processo de produção/circulação. Valorizando momentos em que a atividade
de projeto se posicionou ao lado do proletariado na luta de classes,
este trabalho encerra com uma reflexão sobre as possibilidades
históricas para o campo do projeto, numa possível transição para o
comunismo. Pretende-se, assim, contribuir com o desenvolvimento de uma
teoria do design crítica, comprometida com uma transformação estrutural
da sociedade.
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