A laicidade do Estado está na ordem do dia. Ela é a questão subjacente aos conflitos no Oriente Médio: os homens-bomba, a Al-Qaeda e o 11 de setembro. No Brasil, ela diz respeito à atuação da bancada evangélica no legislativo e no executivo, aos direitos dos homossexuais, às pesquisas com células-tronco, às políticas públicas com relação a drogas, contraceptivos e aborto, ao uso de recursos públicos em iniciativas religiosas, ao ensino religioso em escolas públicas – e muito mais. Ao contrário de outros temas igualmente importantes, a laicidade do Estado é muito mal compreendida pela sociedade, e também pouco valorizada. Ela não dá manchete, não está na boca dos políticos, não é prioridade para juízes e promotores, não aparece nas manifestações populares. É preciso mudar esse estado de coisas. Ninguém dá valor àquilo que não conhece ou não compreende, portanto, o primeiro passo para a mudança é a informação. Os inimigos da laicidade têm todo interesse em promover ignorância sobre ela ou, pior, visões distorcidas do que ela significa. Daí a necessidade de esclarecer cuidadosamente a sociedade sobre sua definição e importância.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário