A Lei é um livro que pode ser definido pelo seu descomunal
poder de síntese e, ao mesmo tempo, por sua quase atemporalidade de
alcance. Apesar de, em um aspecto geral, as tensões políticas da França
daquele tempo serem uma versão-protótipo das principais questões e
divisões ideológico-partidárias modernas, é peculiar a capacidade de
Bastiat de levantar, em um trabalho tão pequeno, temas tão importantes
ainda no presente. Sua proposta central é avaliar as relações da lei com
o Estado e de que maneira o segundo se utiliza da primeira para
subverter e expandir além do tolerável os limites de sua funcionalidade e
agredir os direitos individuais.
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