O livro é resultado do encontro de três pensadores. O professor da UFF
Dênis de Moraes e os jornalistas Ignácio Ramonet e Pascual Serrano
desenvolvem o livro no intuito de reafirmar a convicção de que é
possível construir um jornalismo inquieto, ético e plural, livre de
cooptações nos dias de hoje. Para reafirmar essa convicção, no entanto,
os autores percorrem um caminho interessante de reflexão. A primeira parada é de Dênis de Moraes, que fixa o olhar na
imagem de uma árvore para refletir sobre o sistema midiático atual.
Pertencente a um número reduzido de proprietários, a tal árvore abriga
em cada um de seus galhos setores produtivos da informação e do
entretenimento, interligados por fios condutores invisíveis – a
tecnologia. Sua força vital não é, ao contrário da árvore garantida
pela força da natureza, e sim pela potência planetarizada de seus
canais, conectados em tempo real e com uma velocidade incalculável.
Porém, tão determinante quanto a pachamama, seu poder é
desmaterializado, penetrante, invasivo, cada dia mais livre das
resistências físicas e territoriais e cujos tentáculos penetram espaços
muito além da televisão, do rádio, do cinema e dos meios impressos.
Fala-se de um momento histórico em que a interseção entre capital
financeiro e capital midiático é cada dia mais profunda.
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