O erro fundamental da ideologia de gênero, como nos ensina Jorge Scala, é
a negação da natureza humana em matéria sexual. Não há, segundo tais
ideólogos, um homem natural nem uma mulher natural. Masculinidade e
feminilidade são meras construções sociais, que podem (ou devem) ser
desconstruídas. O casamento entre um só homem e uma só mulher
(heterossexualidade obrigatória) é visto não como a união natural entre
dois seres complementares e fecundos, mas como mera convenção da
sociedade. A família é uma instituição a ser abolida. Faz-se isso dando
novo sentido a essa palavra. Família deixa de ser o “santuário da vida” e
passa a designar qualquer aglomerado de pessoas (no futuro, também
animais?), com qualquer tipo de comportamento sexual (incluindo a
pedofilia?), orientado ou não à procriação. A vida deixa de ser sagrada,
para ser o produto do encontro casual de um macho e uma fêmea da
espécie humana.
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