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domingo, 23 de outubro de 2016

Revista Página 22 Nº 104














Com a crescente adesão de países, a ratificação do Acordo de Paris está prestes a virar realidade. E, para cumprir as metas de redução de emissões de carbono, uma verdadeira revolução energética será necessária, com redução drástica no consumo de combustíveis fósseis. Embora o avanço das fontes renováveis seja notável no Brasil e no mundo, indicando que já estamos vivemos uma transição energética, o jogo conta com pesadas forças que atuam pela manutenção do business as usual. Como revelam a reportagem de capa e a coluna Olha Isso desta edição, o aumento das fontes mais limpas ainda se dá em escala muito baixa, a energia produzida no mundo tem parcela altíssima entre as fontes fósseis (87%), e até mesmo a energia nuclear vem sendo substituída por fontes sujas em lugar das renováveis. O Brasil pode se tornar um grande protagonista dessa transição. Mas parece acomodar-se na ideia de que sua matriz energética já é “limpa”, enquanto a realidade é distinta: o transporte de carga é majoritariamente movido a diesel, as termelétricas a óleo são acionadas sempre que há falta de chuvas, e têm sido crescentes os questionamentos sobre os impactos socioambientais e a vantagem econômica das usinas hidrelétricas.

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