A árdua tarefa de viver a maternidade atrás das grades é o cerne da
presente obra. Mediante o desrespeito às inúmeras formas de se
constituir família, premente é o debate sobre os modos de sobrevivência
das famílias monoparentais femininas cuja principal responsável
encontra-se privada de liberdade. Através da experiência vivida pelas
reclusas da Cadeia Pública Feminina de Franca/SP, identificamos quem são
estas mulheres, como vivem e onde e com quem estão seus filhos,
evidenciando, assim, a sobrecarga de responsabilidades imposta às mães
devido à irrefutável desigualdade de gênero. Com isto, visamos dar
visibilidade às mulheres cujas grades da prisão cindam sua convivência
familiar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário