Ayaan Hirsi Ali atraiu atenção mundial com o livro de memórias Infiel,
que ficou 31 semanas na lista de best-sellers do New York Times e conta
sua infância e adolescência na Somália, na Arábia Saudita, na Etiópia e
no Quênia sob o rigor do islamismo, até chegar à Holanda, onde se tornou
uma das principais críticas do islã e defensora dos direitos das
mulheres. Agora, em Nômade, ela narra sua mudança para os Estados Unidos
em busca de uma nova vida, longe dos islamitas europeus que a ameaçaram
de morte. Nesta história da transição da vida tribal à cidadania plena em uma
democracia ocidental, Ayaan relata as reviravoltas em sua vida após o
rompimento com a família, que a renegou quando ela renunciou ao islã
depois do Onze de Setembro. De forma comovente, a escritora somali
relata sua reconciliação com a mãe e os primos, e com o pai no leito de
morte. Nômade é o retrato de uma família dilacerada pelo choque de
civilizações, mas também é um relato sensível, otimista e muitas vezes
divertido da descoberta dos Estados Unidos por uma mulher que teme que o
país esteja repetindo o erro europeu de subestimar o islã radical.
Ayaan convoca instituições ocidentais – como o movimento feminista e as
igrejas cristãs – a pôr em prática ações para ajudar outros imigrantes
muçulmanos a superar os obstáculos que ela vivenciou em sua assimilação à
sociedade ocidental e a resistir à sedução do fundamentalismo. Uma celebração da liberdade de expressão e dos valores democráticos, o
mais recente livro de Ayaan Hirsi Ali representa o amadurecimento
intelectual da escritora. É também uma importante contribuição para a
história das ideias e, acima de tudo, um chamado à ação.

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