Abordando Goethe e Kurt Cobain, sem negligenciar os requisitos da
produção científica, Fábio Lopes produziu um texto repleto de
informações e que pretende instigar o leitor a pensar o assunto
distanciado do preconceito e com conhecimento científico. Ele trata da
maneira como, por exemplo, a medicina, a literatura e as paixões se
relacionaram ou foram relacionadas para explicar e caracterizar o
suicídio. Este livro indaga os modos de problematização do suicídio pela
medicina brasileira, ao longo do século XIX, de 1830 a 1900. Interroga o
que possibilitou o surgimento do tema como objeto de análise dos
discursos médicos brasileiros, o que tornou possível o uso de
determinados conceitos, teorias e apropriações nesses discursos, além de
ressaltar a correlação entre a medicina e outros campos do saber.
Desviando de uma visão universalizante, interroga os modos de produção
de verdades sobre o suicídio, indicando sua construção discursiva,
cultural e social.
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