Nesta publicação, entra em foco o tema dos castigos físicos e
humilhantes, prática naturalizada como estratégia pedagógica nas
famílias e escolas de todo o mundo. Justamente por serem tolerados como
medida disciplinar na sociedade, principalmente no âmbito doméstico, os
castigos físicos ainda são pouco debatidos na esfera pública. Esse
silêncio contribui para a manutenção de um modelo educativo tradicionalmente pautado pela violência, mesmo que de forma sutil. Considerando a complexidade da relação entre pais, filhos e
profissionais de educação no processo educativo, este guia procura,
portanto, subsidiar o debate sobre estratégias disciplinares positivas e
sustentáveis, com base no diálogo e na negociação de limites e
consensos de maneira participativa e colaborativa. A presença de tal
abordagem na mídia fornece informações extremamente relevantes para os
adultos e para as próprias crianças e adolescentes, reforçando a imagem
de meninos e meninas como sujeitos de direito, que têm direito a um
tratamento respeitoso.
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