Muito cedo, na remota Antigüidade, os primitivos se deram conta de que,
no conjunto estelar, quase todos os astros pareciam fixos, uns em
relação aos outros, no correr dos anos e dos séculos. Mas, ao mesmo
tempo, notaram que havia umas poucas exceções. Cinco daquelas "estrelas"
se moviam por entre as outras, mudando constantemente de posição:
Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Por milhares de anos, e mesmo
até a época de Copérnico, os planetas conhecidos continuaram sendo
apenas esses cinco, e, durante quase a totalidade desse tempo, ningué!11
imaginava que a Terra fosse um deles, ou que houvesse outros, além
daquele pequeno grupo. Um sexto planeta no céu só foi descoberto em
1781, e um músico, astrônomo amador, é quem teve a glória de o
descobrir: William Herschel. Um astrônomo profissional, Bode, deu ao
novo planeta o nome de Urano. Sessenta e cinco anos mais tarde, Galte,
seguindo os cálculos de Leverrier, descobriu Netuno, que é invisível a
olho nu. E Plutão, o último até agora descoberto, foi localizado em
1930, por Tombaugh, graças a indicações que Percival Lowell publicara
quinze anos antes. Homens já pisaram o solo da Lua, e de lá trouxeram
amostras e rochas. Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter têm sido sondados de
muito perto, por meio de sensores especiais. Assim, é interessante que
nos familiarizemos com o que a ciência e a tecnologia descobriram até
agora, quanto aos planetas, de sorte a facilitar comparações objetivas
com dados que surgirem de novas conquistas espaciais. Daí uma das
utilidades deste belo livro, ricamente ilustrado a cores, que, além de
expor o que já se conhece sobre o assunto, convoca o leitor para atuar
como a maior no campo da Astronomia, dando-lhe, para isso, as
necessárias instruções.
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