Ninguém pode ficar indiferente diante de Tobias Barreto, mulato pobre de Sergipe, que se projetou, ousadamente, como jornalista, advogado, professor e crítico, compondo uma obra plural e interdisciplinar, marcando com sulcos profundos a vida intelectual de Pernambuco e do Brasil, na segunda metade do século XIX. Tobias Barreto é um sedutor. Seduziu os jovens nordestinos, alunos da Faculdade de Direito do Recife, destronando os velhos conceitos embolorados nos compêndios sacralizados. Seduziu as galerias nas sessões da Assembléia Provincial de Pernambuco, defendendo teses sobre a educação da mulher. Seduziu, também o povo de Escada, que o acompanhou nas audiências, pressionando juízes e promotores para a boa administração da justiça.
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