O Plano Nacional de Educação, em sua estratégia 12.9, determina a
ampliação da participação proporcional de grupos historicamente
desfavorecidos na educação superior brasileira. Com o objetivo de
contribuir com a avaliação dessa estratégia, este artigo compara as
chances de acesso à educação superior brasileira para indivíduos de
diferentes grupos socioeconômicos em 2004 e 2014. Para isso, são
utilizados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
Por meio de modelos de regressão logística, testa-se a hipótese
sociológica da desigualdade maximamente mantida. Os resultados obtidos
neste artigo refutam essa hipótese. Nota-se, entre 2004 e 2014, a
redução das desigualdades socioeconômicas nas chances de acesso à
educação superior no Brasil, indicando uma ruptura da trajetória
crescente dessa desigualdade que ocorria desde a década de 1960,
observada por diversos estudos.
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