Em uma certa manhã ensolarada, Olivier Bécaille foi encontrado morto pela sua mulher no quarto recém alugado na cidade de Paris. O problema é que somente o corpo de Olivier parecia não acusar-lhe vida, pois a sua consciência ainda estava intacta e lúcida, capaz de perceber tudo o que lhe acontecia ao seu redor. "Foi num sábado, às seis horas da manhã, que morri, após três dias de enfermidade". Com esta premissa, o pai da corrente literária naturalista, Émile Zola (1840 - 1902) começa a apagar as fronteiras que distinguem a vida da morte. O conto é narrado em primeira pessoa, o que dá ao leitor acesso pleno ao pensamento agonizante de seu personagem Olivier Bécaille, que assiste a toda a movimentação que se dá em torno de seu suposto óbito: o choro de sua mulher ao encontrar-lhe 'morto', os diálogos dos vizinhos acerca dos preparativos para o funeral, o atestado superficial dado pelo médico e outras passagens impressionantes.
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domingo, 6 de novembro de 2016
domingo, 5 de junho de 2016
Émile Zola - A Morte De Olivier Bécaille
"Foi num sábado, às seis horas da manhã, que
morri, após três dias de enfermidade. (...) Mas por que então eu tenho
consciência de tudo que me cerca? Não! Eu não posso estar morto! Eu
vejo, eu ouço! Vocês me entendem?! Meu Deus, não me enterrem!". Émile
Zola (1840-1902) foi um dos maiores romancistas franceses de todos os
tempos. Homem engajado nas lutas sociais e na vanguarda das artes, assim
como manifestou-se a favor de Alfred Dreyfus, general francês acusado
de conspiração, defendeu os pintores impressionistas e as lutas
populares e democráticas na França. Escreveu o célebre Germinal, além de
várias obras-primas da literatura mundial. Este livro reúne três
novelas curtas: A morte de Olivier Bécaille, Nantas e A inundação, onde
temos uma consistente amostra de seu gênio.
sábado, 22 de agosto de 2015
Émile Zola - A Besta Humana
França, 1870. Atormentado pelo desejo de matar as mulheres por quem
se sente atraído, o maquinista Jacques Lantier se refugia no comando de
sua Lison, a possante locomotiva a vapor com que periodicamente cruza a
linha Paris-Le Havre. Os trilhos sobre os quais roda fazem com que seu
destino se cruze com o da bela e cruel Séverine, e determinam as vidas
dos tocantes personagens do livro. Émile Zola é o grande mestre do naturalismo francês, gênero
especializado em exacerbar as fraquezas morais dos indivíduos e as
realidades sociais mais degradadas. A besta humana faz
parte da saga naturalista Os Rougon-Macquart, o portentoso projeto
literário de Zola ao qual pertencem também outros clássicos como
Germinal e Nana.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Émile Zola - Germinal
Um dos grandes romances do século XIX, expressão máxima do naturalismo literário, Germinal
baseia-se em acontecimentos verídicos. Para escrevê-lo, Émile Zola
trabalhou como mineiro numa mina de carvão, onde ocorreu uma greve
sangrenta que durou dois meses. Atuando como repórter, adotando uma
linguagem rápida e crua, Zola pintou a vida política e social da época
como nenhum outro escritor. Mostrou, como jamais havia sido feito, que o
ambiente social exerce efeitos diretos sobre os laços de família, sobre
os vínculos de amizade, sobre as relações entre os apaixonados. Germinal
é o primeiro romance a enfocar a luta de classes no momento de sua
eclosão. A história se passa na segunda metade do século XIX, mas os
sofrimentos que Zola descreve continuam presentes em nosso tempo. É uma
obra em tons escuros. Termina ensolarada, com a esperança de uma nova
ordem social para o mundo.
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