Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio
do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo
militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais,
paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os
Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se
depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida
de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma
blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não
atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com
Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num
país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de
adolescência. Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor
para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito
racial e desigualdade de gênero.
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terça-feira, 10 de maio de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Chimamanda Ngozi Adichie - Sejamos Todos Feministas
Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a
chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com
seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. ‘Percebi pelo tom da
voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!’.” Apesar do
tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e – em resposta
àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se
casaram, que são “antiafricanas” e que odeiam homens e maquiagem –
começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia
homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para
os homens”. Neste ensaio preciso e revelador, Adichie parte de sua experiência
pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser
feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal
igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora
para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a
expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem
ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Chimamanda Ngozi Adichie - Hibisco Roxo
Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili
mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu
pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente
a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do
povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de
histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida,
temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene
é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais
progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando
por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e
de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de
Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato
contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes
invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também
no resto do continente.
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