Este livro analisa questões relacionadas à farmacovigilância num
contexto histórico – traça um panorama acerca do assunto que abrange da
antiguidade ao Brasil atual, abordando facetas como reações adversas a
medicamentos, erros de prescrição, desvios de qualidade e suspeitas de
inefetividade de medicamentos. Além de análises, a obra traz propostas
para a implantação de um serviço diferenciado de farmacovigilância. A
ideia de que tratamentos médicos possuem reações adversas que devem ser
evitadas, mostra o livro, vem de longo tempo. Na Antiguidade, o Código
de Hammurabi, conjunto de leis escritas da Babilônia, de 2.200 a.C., já
previa punição ao médico causasse a morte de um paciente – ele teria as
mãos amputadas. Já Hipócrates (460-370 a.C.), considerado o “pai da
medicina” postulava: “primeiramente não causar danos”. E o médico e
filósofo Galeno (131-201) advertia contra os perigos das prescrições
mal-escritas e obscuras. De acordo com a pesquisa, teria sido
feito na Grã-Bretanha o primeiro registro de Reação Adversa a
Medicamentos (RAM), em 1848. Desde essa época, a vigilância e a
fiscalização sobre esses produtos têm se tornado cada vez mais intensas
em todo o mundo, inclusive com forte atuação da Organização Mundial da
Saúde. No Brasil, legislação relacionada às reações adversas a
medicamentos existe desde a década de 1970. A primeira data de 1976 e,
entre outras providências, submete à vigilância sanitária medicamentos,
drogas, insumos farmacêuticos e correlatos, assim como cosméticos e
saneantes, entre alguns outros produtos. Hoje, o governo brasileiro
exige que os detentores de registro de medicamentos gerenciem os riscos
dos produtos.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Patrícia De Carvalho Mastroianni & Outros - Direito Sanitário E Deontologia: Noções Para A Prática Farmacêutica
Neste livro discorreu-se sobre os fundamentos e problemas específicos do Direito Sanitário e da Deontologia, com o propósito de relacioná-los com as atribuições do farmacêutico. As aproximações entre a Ética e o Direito são complexas. Os autores fazem uma análise dessa situação, mas principalmente descreve os quesitos éticos e jurídicos que requerem respostas urgentes. Tais questões evidenciam a existência de uma realidade fatual (“aquilo que é“) e de uma realidade normativa (“aquilo que deve ser”). Na tentativa de transformar “aquilo que é” em “aquilo que deve ser” o farmacêutico se apresenta como um ser moral. Recomendamos esta obra como texto imprescindível à formação dos futuros profissionais de saúde nas Instituições de Ensino Superior e no labor daqueles que militam ativa e responsavelmente neste ramo de atividade sanitária.
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domingo, 19 de outubro de 2014
Patrícia De Carvalho Mastroianni (Coord.) - Dispensação De Medicamentos Essenciais De Uso Ambulatorial
O procedimento de dispensação deve assegurar que o medicamento de boa qualidade seja entregue ao paciente certo, na dose prescrita, em quantidade adequada, com informações suficientes para o uso correto, além de embalado de forma a preservar a qualidade do produto. Trata-se do atendimento de um paciente único, com consequentes neces sidades e características únicas e específi cas, a ser levadas em conta no momento da dispensação. Cada capítulo traz informações sobre defi nição, orientação de uso e armazenamento da forma farmacêutica e a lista dos fármacos da RENAME. Orientações específi cas de cada fármaco estão dispostas em ordem alfabética, no Apêndice. Neste contexto, o trabalho proposto objetiva orientar os farmacêuticos que atuam na dispensação de medicamentos de uso ambulatorial a realizá-la de forma adequada e segura, prevenindo erros de medicação e promovendo a adesão e o uso correto.
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