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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Eduardo Sterzi - Terra Devastada: Persistências De Uma Imagem














Falar em terra devastada, hoje, é falar, antes de tudo, do poema de T. S. Eliot que recuperou esse tópos medieval para a modernidade. O impacto do poema começa certamente pelo título, lapidar e memorável como poucos: The Waste Land. Se procurarmos o antecedente mais remoto da expressão em inglês, e já com um sentido próximo daquele complexo que terá em Eliot, encontraremos, no século XV, duas ocorrências na Morte Darthur, de Thomas Malory (cf. MALORY, 1889, v. 1, pp. 637 [livro XIII, cap. xvii] e 693 [livro XVII, cap. III]). Todavia, Eliot extraiu seu título não de "fontes" ditas "primárias", mas de um importante estudo sobre a lenda do Graal, From Ritual to Romance, de Jessie L. Weston, no qual a expressão aparece repetidas vezes, em meio a referências diretas aos romances medievais franceses que serviram de fonte para a compilação de Malory (WESTON, 1920).

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

T. S. Eliot - A Terra Devastada














T. S. Eliot, por certo um dos maiores e sem dúvida um dos mais influentes dos poetas e críticos modernos, nasceu em 1888, em Saint-Louis, Missouri, descendente de imigrantes ingleses que se haviam estabelecido no Massachussetts, no século XVII. Criado em casa rica e de ambiente culto, formou-se em Harvard, em filosofia, e prosseguiu estudos superiores em Paris, Oxford, e na Alemanha. Estabeleceu-se em Londres, primeiro como professor secundário, e depois como empregado bancário, que durante longos anos foi até passar à direção de uma grande editorial britânica. A sua estreia poética deu-se em 1915, na revista Poetry, de Chicago, aonde saiu um dos seus mais belos e famosos poemas, The Love Song of J. Alfred Prufrock. Este e outros poemas constituíram, em 1917, o seu primeiro livro. Como crítico e orientador do novo gosto literário, em Londres dirigiu (1917-9) The Egoist, foi principal colaborador (1919-21) de The Athenaeum (o jornal literário em que Pessoa publicou um poema), e fundou e dirigiu a importante revista The Criterion (1922-39). Em 1922, o poema The Waste Land foi um dos mais belos e mais importantes poemas do Modernismo. Sucessivas publicações de poesia culminaram nos Collected Poems de 1936, que o consagraram definitivamente. Entretanto, desenvolvia outra das grandes realizações poéticas modernas, com os Quatro Quartetos, publicados de 1934 a 1942. Um dos renovadores do teatro poético a partir de Murder in the Cathedral (1935), foram também numerosos os seus volumes de ensaios, que lançaram as bases de grande parte da moderna crítica anglo-saxônica e de uma compreensão modernista da poesia. Cidadão britânico em 1927, Prémio Nobel da Literatura em 1947, Eliot morreu em Londres, em 1965.

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