Falar em terra devastada, hoje, é falar, antes de tudo, do poema de T. S. Eliot que recuperou esse tópos medieval para a modernidade. O impacto do poema começa certamente pelo título, lapidar e memorável como poucos: The Waste Land. Se procurarmos o antecedente mais remoto da expressão em inglês, e já com um sentido próximo daquele complexo que terá em Eliot, encontraremos, no século XV, duas ocorrências na Morte Darthur, de Thomas Malory (cf. MALORY, 1889, v. 1, pp. 637 [livro XIII, cap. xvii] e 693 [livro XVII, cap. III]). Todavia, Eliot extraiu seu título não de "fontes" ditas "primárias", mas de um importante estudo sobre a lenda do Graal, From Ritual to Romance, de Jessie L. Weston, no qual a expressão aparece repetidas vezes, em meio a referências diretas aos romances medievais franceses que serviram de fonte para a compilação de Malory (WESTON, 1920).
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