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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Walter Antonio Desiderá Neto & Rodrigo Alves Teixeira (Orgs.) - Perspectivas Para A Integração Da América Latina
















A proposta deste livro, resultado de uma parceria entre o Ipea e a Corporação Andina de Fomento (CAF), surge num momento de retomada do debate acerca da integração dos países da América Latina. Neste sentido, o objetivo central deste capítulo introdutório é contextualizar o debate atual, à luz da história das discussões acerca da integração regional. A Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) teve participação ativa na construção desse conhecimento e exerceu forte influência sobre os acordos de integração no continente. Por este motivo, as ideias dessa comissão terão destaque neste capítulo. O argumento central defendido aqui é que, no debate atual sobre a integração latino-americana, há um resgate das ideias cepalinas dos anos 1950 e 1960 quanto ao caráter que deve ter esta integração – a qual, nos escritos da Cepal, deveria assumir feições de um regionalismo desenvolvimentista, em oposição a um regionalismo liberal. É esta tensão quanto ao caráter do regionalismo que se buscará mostrar na história deste debate.

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Walter Antonio Desiderá Neto (Org.) - O Brasil E Novas Dimensões Da Integração Regional
















Este livro intitula-se O Brasil e novas dimensões da integração regional. Enquanto o seu foco geográfico ilumina o país mencionado e sua região,  o foco temático trata de tudo, exceto de integração. Este é o seu mérito. A integração regional é um processo de partilha voluntária de soberania  entre Estados contíguos. Por definição, pressupõe que os partícipes cedam – portanto, percam – a capacidade de agir sozinhos em certas áreas. O pressuposto é que a ação coletiva é mais eficiente que a individual para a resolução de certos problemas. Além da paz interestatal, o objetivo central da integração é o crescimento (ou desenvolvimento) econômico por meio de ganhos de escala e complementaridade. Por isso, ela visa à construção de um mercado comum de fatores (capital e trabalho) e produtos (bens e serviços). O foco na economia não se fundamenta num viés ideológico, quer seja materialista histórico, quer seja neoliberal. Deve-se, simplesmente, ao fato de que na esfera da produção e do consumo existem mais incentivos – e menos entraves – para a integração de soberania que na esfera mais dura do nacionalismo territorial ou na mais branda do nacionalismo identitário.

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