Este livro nasce
de uma necessidade de ampliar a disseminação, no âmbito daqueles que fazem a
gestão da coisa pública, mas não apenas nesse espaço, do salutar hábito de
provocar a reflexão sobre o simbolismo que marca o dia Vinte de Novembro, Dia
Nacional da Consciência Negra. Poder-se-ia promover, quem sabe, um ciclo de
debates, uma mesa-redonda, uma conferência, enfim, um evento comemorativo. Todavia,
opta-se por uma publicação, sem prejuízo das demais iniciativas. Uma coletânea produzida
por autores militantes que, com seus escritos, possam deixar uma marca, a
exemplo de um passado não muito distante. Marcar, com palavras escritas, em
cores vivas, o dia Vinte de Novembro nas instituições oficiais – essa data que
é tão cara aos movimentos negros quanto rara nas celebrações oficiais em nossas
instituições públicas. Seria esse mais um traço do racismo light, ou
apenas desconhecimento do significado, da história que traz no enredo a data Vinte
de Novembro?
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