Junto com o processo de
Abolição, discutia-se como manter os postos de trabalhos ocupados e por quem
eles seriam ocupados, e a discussão sobre a escolarização de africanos e
afrodescendentes aparecia nesse contexto, a educação seria um meio de controle
da mão-de-obra. No pensamento republicano era na escola que se aprenderia o
amor pelo trabalho. Parte dos Abolicionistas, também acreditava que a educação
seria fundamental para que a população descendente de escravizados gozasse
plenamente da liberdade. Mas, o discurso sobre a escolarização dos descendentes
de escravizados tinha ao seu lado práticas que dificultavam esse processo. A
província de São Paulo, em 1869 proibiu a matrícula de escravos , e em 1887
esses só poderiam freqüentar os cursos noturnos com a autorização dos seus
senhores. E ainda, temos a recomendação do Instrutor Geral da Província, que só
se aceitasse a matriculas de africanos(as) e afrodescendentes que comprovassem
que eram livres. Nesse sentido o foco desse projeto de pesquisa é analisar e
levantar hipóteses sobre os motivos que teriam levados a província de São Paulo
proibir a matrícula de escravos, e ao mesmo tempo dificultar a entrada dos
afrodescendentes e africanos(as) nas escolas, que teriam que provar ser livres.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário