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sábado, 20 de setembro de 2014

Willian Robson Soares Lucindo - Educação No Pós-Abolição: Um Estudo Sobre As Propostas Educacionais De Afrodescendentes















Junto com o processo de Abolição, discutia-se como manter os postos de trabalhos ocupados e por quem eles seriam ocupados, e a discussão sobre a escolarização de africanos e afrodescendentes aparecia nesse contexto, a educação seria um meio de controle da mão-de-obra. No pensamento republicano era na escola que se aprenderia o amor pelo trabalho. Parte dos Abolicionistas, também acreditava que a educação seria fundamental para que a população descendente de escravizados gozasse plenamente da liberdade. Mas, o discurso sobre a escolarização dos descendentes de escravizados tinha ao seu lado práticas que dificultavam esse processo. A província de São Paulo, em 1869 proibiu a matrícula de escravos , e em 1887 esses só poderiam freqüentar os cursos noturnos com a autorização dos seus senhores. E ainda, temos a recomendação do Instrutor Geral da Província, que só se aceitasse a matriculas de africanos(as) e afrodescendentes que comprovassem que eram livres. Nesse sentido o foco desse projeto de pesquisa é analisar e levantar hipóteses sobre os motivos que teriam levados a província de São Paulo proibir a matrícula de escravos, e ao mesmo tempo dificultar a entrada dos afrodescendentes e africanos(as) nas escolas, que teriam que provar ser livres.


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