Este livro tem como origem uma pesquisa
realizada em meados da década de 1970 por uma das principais entidades
financiadoras da ciência e da tecnologia, a FINEP (Financiadora de Estudos e
Projetos), com o objetivo de traçar um quadra amplo do início e do
desenvolvimento das ciências empíricas no Brasil. O trabalho foi executado em
duas frentes. Primeiro, foi feito um esforço para reunir e consolidar o máximo
que fosse possível do material publicado sobre a historia da ciência brasileira
ate então. Segundo, foram entrevistados cerca de setenta cientistas que desempenharam
um papel importante nessa historia, do ponto de vista cientifico ou
institucional: entrevistas longas e abertas. Os textos das entrevistas, com as
gravações originais, estão disponíveis para consulta no CPDOC (Centra de
Pesquisa e Documentação em Historia Contemporânea do Brasil), na Fundação
Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.
A primeira versão deste livro, publicada em português em 1979, foi provavelmente a primeira tentativa de ver de forma abrangente o desenvolvimento da comunidade científica brasileira desde as suas raízes históricas, propiciando um panorama coerente da sua luta pela sobrevivência. Esta versão contou com as contribuições de Ricardo Guedes Ferreira Pinto, que focalizou a história da física e da engenharia; de Maria Clara Mariani e Márcia Bandeira de Melo, que se concentraram nas ciências biomédicas; de Tjerk Franken, que estudou a historia institucional e produziu uma cronologia detalhada da ciência brasileira, de 1500 a 1945; de Nadja V. X. Souza, que se dedicou a química e as ciências da terra; de Antônio Paim, que estudou a herança cultural portuguesa, o papel do positivismo na visão científica brasileira e a criação da Universidade do Brasil, nos anos 1930; e de José Murilo de Carvalho, que pesquisou independentemente a historia da Escola de Minas de Ouro Preto. Joseph Ben-David visitou o projeto nos seus primórdios, elaborando um relatório bastante perceptivo sobre a ciência brasileira naquele momento. A pesquisa contou com amplo apoio e simpatia por parte dos cientistas brasileiros e dos responsáveis pela política científica, e não teria sido possível sem o interesse pessoal e o incentivo de Jose Pelúcio Ferreira, na época Presidente da FINEP.
A primeira versão deste livro, publicada em português em 1979, foi provavelmente a primeira tentativa de ver de forma abrangente o desenvolvimento da comunidade científica brasileira desde as suas raízes históricas, propiciando um panorama coerente da sua luta pela sobrevivência. Esta versão contou com as contribuições de Ricardo Guedes Ferreira Pinto, que focalizou a história da física e da engenharia; de Maria Clara Mariani e Márcia Bandeira de Melo, que se concentraram nas ciências biomédicas; de Tjerk Franken, que estudou a historia institucional e produziu uma cronologia detalhada da ciência brasileira, de 1500 a 1945; de Nadja V. X. Souza, que se dedicou a química e as ciências da terra; de Antônio Paim, que estudou a herança cultural portuguesa, o papel do positivismo na visão científica brasileira e a criação da Universidade do Brasil, nos anos 1930; e de José Murilo de Carvalho, que pesquisou independentemente a historia da Escola de Minas de Ouro Preto. Joseph Ben-David visitou o projeto nos seus primórdios, elaborando um relatório bastante perceptivo sobre a ciência brasileira naquele momento. A pesquisa contou com amplo apoio e simpatia por parte dos cientistas brasileiros e dos responsáveis pela política científica, e não teria sido possível sem o interesse pessoal e o incentivo de Jose Pelúcio Ferreira, na época Presidente da FINEP.
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