Desde o fim da Guerra Fria, observam-se importantes transformações no
tratamento internacional da proliferação de armas de destruição em
massa. Duas tendências novas podem ser identificadas. A primeira é a
desvalorização do multilateralismo, com o surgimento de abordagens
excludentes e expeditas que são levadas a cabo por grupos restritos de
países - no formato de diretórios de poder - ou de forma unilateral. A
segunda é a maior liberalidade na consideração do recurso à força pelas
principais potências ocidentais. Para além da tradicional não
proliferação, construída com base na diplomacia e no Direito, surge hoje
o conceito de contraproliferação, que incorpora meios de força para
bloquear programas de proliferação ou, se necessário, operar guerras
para revertê-los. Nesta obra, analisa-se o que há de novo nessa sensível
área da segurança internacional e se discutem suas implicações para os
interesses do Brasil.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário