'Formação
econômica do Brasil' apóia-se numa visão derivada tanto da história como
da economia. A combinação do método histórico com a análise econômica
era, na época, uma novidade. O texto se inicia com a análise da ocupação
do território brasileiro, comparada também com as colônias do
hemisfério norte e das Antilhas. Seguem-se os ciclos do açúcar, da
pecuária, do ouro, a ascensão da economia cafeeira, e, no século XX, a
crise da cafeicultura e a industrialização, cuja especificidade o autor
trata com excepcional clareza. Em paralelo aos cinco séculos de história
econômica, Celso Furtado estuda a evolução da mão-de-obra no Brasil,
desde a escravidão até o trabalho assalariado, o dos imigrantes europeus
e o dos migrantes internos. Na conclusão, aponta os dois desafios a
serem enfrentados até o fim do século XX, e que guardam plena atualidade
- completar a industrialização do país e deter o processo das
disparidades regionais.
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