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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Hannah Arendt - Da Violência














A obra "Da Violência", escrita entre 1968 e 1969, trata de uma investigação acerca da "natureza e das causas da violência". Tal discussão se estrutura em três partes. A autora parte da descrição e discussão dos acontecimentos políticos imediatos, colocando-nos o sistema de guerra e violência a que estamos submetidos. Para a autora, a guerra é o sistema social básico, dentro do qual outros tipos de organização social conflitam ou conspiram. Superpopulação, por exemplo, para a autora, redunda em agressividade e violência. Assuntos discutidos, por exemplo, é que à Segunda guerra mundial não se seguiu a paz, mas sim uma guerra fria e o estabelecimento do complexo militar-industrial. Não menos hoje, algumas décadas após o lançamento da obra - atualíssima - ainda temos prioridade do potencial para luta armada como a principal força de estruturação da sociedade. Os sistemas econômicos, as filosofias políticas e a corpora juris servem e estendem o sistema bélico. Para Arendt, a paz é a continuação da guerra por outros meios, é o verdadeiro desenvolvimento das técnicas de guerra, que desfilam no cenário mundial em momentos oportunos, tais como pudemos presenciar na guerra contra o Iraque. Neste capítulo a autora aponta análises de vários autores sobre a questão do poder e da violência, tal como a de Marx, para quem o Estado é um instrumento de violência sob o controle das classes dominantes. O que nos leva a refletir sobre nossa sociedade atual e suas perspectivas de futuro, totalmente ameaçada pelo contexto abordado. Estas discussões iniciais ensejam análises conceituais para esclarecê-las. É o que se fará na seqüência.

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