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sábado, 20 de agosto de 2016

Hannah Arendt - O Que É Política
















Partindo da premissa segundo a qual o sentido da política é a liberdade, Hannah Arendt sugere que comecemos a recuperar o seu sentido original, pois a história do século vinte é a história senão de sua supressão pelo menos de sua obstrução. A freqüência de guerras e revoluções nesse século “têm em comum entre si o fato de serem símbolos da força“, tornando o convívio com a liberdade mais uma utopia do que uma conquista real e construtiva. No primeiro fragmento, datado de agosto de 1950, que abre o livro, sob o título de O que é Política?, Hannah começa a enumerar suas idéias, a partir de constatações cuja simplicidade não as tornam vulgares senão altamente instigantes para todos nós. “A política”, diz ela, “baseia-se na pluralidade dos homens.” Em seguida, acrescenta, “política trata da convivência entre diferentes.” Assim, se a pluralidade implica na coexistência de diferenças, a igualdade a ser alcançada através desse exercício de interesses, quase sempre conflitantes, é a liberdade e não a justiça, pois é aquela, a liberdade, que distingue “o convívio dos homens na polis de todas as outras formas de convívio humano que eram bem conhecidas dos gregos.”

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sábado, 9 de abril de 2016

Paola Coelho Gersztein - O Antidecisionismo De Hannah Arendt: O Pensamento Arendtiano Como Crítica À Teoria Decisionista De Carl Schmitt














A obra tem por enfoque a análise do pensamento de Hannah Arendt especificamente em contraposição ao decisionismo de Carl Schmitt. Ambos foram influentes pensadores alemães do Século XX, cujas vidas e cujo pensamento seguiram rumos diametralmente opostos. Carl Schmitt foi considerado o principal jurista do regime nacional-socialista, tendo por esta razão recebido a alcunha de “o filósofo maldito”. Hannah Arendt, por sua vez, era judia-alemã e vivenciou o terrível contexto das duas Grandes Guerras, tendo de fugir da Europa e viver sob a condição de apátrida por dezoito anos. Posteriormente, sua magistral obra As Origens do Totalitarismo teve como enfoque o regime que, para muitos autores, fora idealizado por Schmitt. A escolha destes dois pensadores deve-se à atualidade de seu pensamento em relação ao ponto central de análise deste trabalho: o decisionismo ou a validade da decisão como fundamento da ordem constitucional.

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quarta-feira, 30 de março de 2016

Ricardo Gomes Ribeiro - Hannah Arendt: O Totalitarismo E A Relação Com O Conceito Do Mal E Da Moral














Esta é uma análise da obra de Hannah Arendt, retratando o seu pensamento em relação aos conceitos do mal e da moralidade, partindo dos questionamentos sobre a incompreensível forma totalitária de governo ocorrida na Alemanha nazista, que não só trouxeram os horrores da violência humana, mas os questionamentos filosóficos percebíveis e influenciadores de uma época política dinâmica e ameaçadora. A leitura mostra a forma como a autora utiliza a história do antissemitismo e totalitarismo para fazer as relações filosóficas da quebra da tradição e da política atual moderna. A abordagem do mal, para Arendt, inicia no momento da negação da liberdade pelo totalitarismo, o qual considera fundamento básico da conceitualização de política. Com essa ausência de liberdade pelo totalitarismo, verificou-se a inversão do conceito de política, caracterizada pela força, tendo o poder despótico como resultado e a consequente perpetuação do movimento pelo terror. O mal, conforme a autora afirma, ocorre pela ausência do pensar, então encontra no juízo reflexionante de Kant, o conceito que mais se aproxima de sua interpretação da formação de um juízo livre. O Estudo reflete também, sobre a mentira e a propaganda ideológica de massa, sua base para a inversão dos valores morais. Valores esses, que Arendt demonstra não encontrar sustentação, nem na religião, nem nos princípios kantianos, levando a autora a buscar, então, os princípios socráticos. Com esses conceitos este livro faz uma relação com modelos atuais e com governos democráticos que permite um liberalismo econômico e político, oportunizando a posse desse espaço pelos indivíduos quando os princípios morais desvirtuam-se da forma pública.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Hannah Arendt - Nós, Os Refugiados














Um refugiado costuma ser uma pessoa obrigada a procurar refúgio devido a algum ato cometido ou por tomar alguma opinião política. Bom, é verdade que tivemos que procurar refúgio; mas não cometemos nenhum ato e a maioria de nós nunca sonhou em ter qualquer opinião política radical. O sentido do termo “refugiado” mudou conosco. Agora “refugiados” são aqueles de nós que chegaram à infelicidade de chegar a um novo país sem meios e tiveram que ser ajudados por comitês de refugiados. Antes desta guerra começar éramos ainda mais sensíveis quanto ao sermos chamados refugiados. Demos o nosso melhor para provar aos outros que éramos apenas imigrantes comuns. Afirmávamos que tínhamos partido pela nossa própria vontade para países da nossa escolha e negávamos que a nossa situação tivesse algo a ver com “supostos problemas judaicos”. Sim, éramos “imigrantes” ou “recém-chegados” que tínhamos deixado o nosso país porque, num belo dia, não nos convinha mais ficar, ou puramente por razões econômicas. Queríamos reconstruir as nossas vidas, isso era tudo. De modo a reconstruir a vida tem que se ser forte e otimista. Portanto, éramos bastante otimistas.

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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Hannah Arendt - Homens Em Tempos Sombrios














Os textos reunidos neste livro são biografias comentadas de homens e mulheres que viveram os "tempos sombrios" da primeira metade do século XX. Mergulhando em mundos internos tão díspares como os de Hermann Broch e João XXIII, Rosa Luxemburgo e Jaspers, Isak Dinesen e Bertold Brecht, Heidegger e Walter Benjamin, Hannah Arendt submete a uma reflexão apaixonada, e por vezes implacável, seus erros e acertos, culpas e vitórias, responsabilidades e irresponsabilidades perante a realidade que enfrentaram. A beleza destes relatos reside na sólida crença arendtiana na solidariedade e dignidade humanas, valores morais ainda capazes de impedir o triunfo do niilismo e do totalitarismo numa época de experiências catastróficas.

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Hannah Arendt - Eichmann En Jerusalen (Espanhol)














Una obra que sigue siendo uno de los mejores estudios sobre el Holocausto. Filósofa alemana de origen judío, nombre imprescindible para entender el siglo veinte, Hannah Arendt estudia la cuestión judía y las razones del fenómeno nazi, a partir del juicio que en 1961 se llevó a cabo en Israel contra Adolf Eichmann.

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sábado, 29 de novembro de 2014

Hannah Arendt - Origens Do Totalitarismo














Neste livro, concebido na década de 40 e publicado em 1951, Hannah Arendt realça a singularidade do totalitarismo, como uma nova forma de governo baseada na organização burocrática de massas e apoiada no emprego do terror e da ideologia. Sublinha como a ubiqüidade do medo e a descartabilidade generalizada das pessoas, que permitiu, com o nazismo na Alemanha e o stalinismo na URSS, a dominação total, não é um despotismo oriental - sempre visto pela teoria política clássica e moderna como algo que se origina de fora -, mas sim a inesperada terrível outra face da modernidade ocidental, que também ensejou a democracia, a prosperidade econômica e os direitos humanos. A incisiva e inesgotável sugestividade do abrangente pensamento de Hannah Arendt torna este livro - um marco da sua obra, que vem, com os anos, alcançando repercussão crescente - ponto de referência indispensável para a reflexão político-filosófica no mundo contemporâneo.

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Hannah Arendt - A Vida Do Espírito














"A Vida do Espírito" foi publicado perto do fim da vida da autora e, diferentemente dos seus escritos anteriores, a maioria dos quais enfoca o mundo fora da mente, este livro foi pensado como uma obra em três volumes que explorariam as atividades do espírito que Arendt considerava fundamentais. O resultado é uma análise da atividade do espírito humano - considerado em termos de pensar, querer e julgar -, que deve ser encarada como um legado para esta e para as futuras gerações.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Luana Turbay - A Dimensão Política Da Dignidade Humana Em Hannah Arendt















A autora apresenta os principais traços do pensamento de Hannah Arendt sobre o tema da dignidade humana no mundo contemporâneo, que para a filósofa política de origem alemã caiu sob a hegemonia de um suposto progresso social, em nome do qual é justificada a sistemática exclusão de grupos maciços de indivíduos.  De acordo com a autora, para Arendt - reconhecida como uma das principais estudiosas do totalitarismo - a despeito do caráter universal que a tradição ocidental atribuía à dignidade do homem, esta só é real e se torna efetiva quando os indivíduos fazem parte de uma comunidade na qual compartilham a liberdade e a responsabilidade.  Isso é impossível sob o totalitarismo, que através do controle total do comportamento humano consegue dissolver os limites entre o domínio público e a esfera privada, forjando um mundo em que o sentido das ações humanas passa a remeter a finalidades voltadas para o progresso biológico ou social da espécie.  Assim, o princípio da dignidade humana pode ser substituído pela descartabilidade em massa, sob um aparente véu de legitimidade. A autora também discute as relações estabelecidas por Arendt entre este fenômeno e a instabilidade inerente à própria estrutura do Estado-nação, agravada pelo capitalismo, e os perigos que representam as novas formas de dominação para a cultura ocidental e a própria humanidade.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Hannah Arendt - Da Violência














A obra "Da Violência", escrita entre 1968 e 1969, trata de uma investigação acerca da "natureza e das causas da violência". Tal discussão se estrutura em três partes. A autora parte da descrição e discussão dos acontecimentos políticos imediatos, colocando-nos o sistema de guerra e violência a que estamos submetidos. Para a autora, a guerra é o sistema social básico, dentro do qual outros tipos de organização social conflitam ou conspiram. Superpopulação, por exemplo, para a autora, redunda em agressividade e violência. Assuntos discutidos, por exemplo, é que à Segunda guerra mundial não se seguiu a paz, mas sim uma guerra fria e o estabelecimento do complexo militar-industrial. Não menos hoje, algumas décadas após o lançamento da obra - atualíssima - ainda temos prioridade do potencial para luta armada como a principal força de estruturação da sociedade. Os sistemas econômicos, as filosofias políticas e a corpora juris servem e estendem o sistema bélico. Para Arendt, a paz é a continuação da guerra por outros meios, é o verdadeiro desenvolvimento das técnicas de guerra, que desfilam no cenário mundial em momentos oportunos, tais como pudemos presenciar na guerra contra o Iraque. Neste capítulo a autora aponta análises de vários autores sobre a questão do poder e da violência, tal como a de Marx, para quem o Estado é um instrumento de violência sob o controle das classes dominantes. O que nos leva a refletir sobre nossa sociedade atual e suas perspectivas de futuro, totalmente ameaçada pelo contexto abordado. Estas discussões iniciais ensejam análises conceituais para esclarecê-las. É o que se fará na seqüência.

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