Esta é uma análise da obra de Hannah Arendt, retratando o seu pensamento
em relação aos conceitos do mal e da moralidade, partindo dos
questionamentos sobre a incompreensível forma totalitária de governo
ocorrida na Alemanha nazista, que não só trouxeram os horrores da
violência humana, mas os questionamentos filosóficos percebíveis e
influenciadores de uma época política dinâmica e ameaçadora. A leitura
mostra a forma como a autora utiliza a história do antissemitismo e
totalitarismo para fazer as relações filosóficas da quebra da tradição e
da política atual moderna. A abordagem do mal, para Arendt, inicia no
momento da negação da liberdade pelo totalitarismo, o qual considera
fundamento básico da conceitualização de política. Com essa ausência de
liberdade pelo totalitarismo, verificou-se a inversão do conceito de
política, caracterizada pela força, tendo o poder despótico como
resultado e a consequente perpetuação do movimento pelo terror. O mal,
conforme a autora afirma, ocorre pela ausência do pensar, então encontra
no juízo reflexionante de Kant, o conceito que mais se aproxima de sua
interpretação da formação de um juízo livre. O Estudo reflete também,
sobre a mentira e a propaganda ideológica de massa, sua base para a
inversão dos valores morais. Valores esses, que Arendt demonstra não
encontrar sustentação, nem na religião, nem nos princípios kantianos,
levando a autora a buscar, então, os princípios socráticos. Com esses
conceitos este livro faz uma relação com modelos atuais e com governos
democráticos que permite um liberalismo econômico e político,
oportunizando a posse desse espaço pelos indivíduos quando os princípios
morais desvirtuam-se da forma pública.
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