Certa vez, em entrevista à revista New York Magazine,
Paul Gallico confessou que não se considerava nem romancista nem
escritor, mas sim um contador de histórias, afirmando que, se tivesse
vivido há milhares de anos atrás, entraria em alguma caverna e diria:
“Posso entrar? Estou com fome, e gostaria de um pouco de sopa. Em troca,
conto-lhes uma história. Era uma vez...”, e então narraria uma história
sobre dois homens das cavernas. O estilo literário de Paul Gallico
difere do de outros escritores de contos principalmente pelo efeito
cumulativo de detalhes que compõem o texto, motivo pelo qual a beleza e
complexidade de suas obras, cujas essências não são passíveis de meras
simplificações ou resumos, só podem ser contempladas em sua totalidade. O
próprio autor também apresenta em alguns momentos suas histórias
enquanto lendas, como em um trecho do Ganso-das-neves onde ele explica
que “[...] Esta não é uma história que segue calma e suavemente uma
sequência, visto que ela foi coletada de muitas fontes e por meio de
muitas pessoas. Inclusive, algumas destas vem na forma de relatos
fragmentados de homens que presenciaram cenas estranhas e violentas.”
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