O objetivo deste trabalho é analisar como o processo de
inovações tecnológicas é tratado pela Teoria dos Sistemas Complexos. A
abordagem neoclássica tradicional, ao partir de pressupostos bastante
restritivos sobre os agentes e os mercados, não é capaz de fornecer
explicações plausíveis aos vários problemas econômicos da vida real. Ao
desconsiderar a dinâmica dos fenômenos econômicos, essa abordagem foi
incapaz de incorporar os aspectos do processo de inovação e mudança
tecnológica. A abordagem evolucionária, nesse sentido, ao considerar a
racionalidade limitada, incerteza e heterogeneidade presente em
ambientes que exibem inovação, foi capaz de fornecer um tratamento mais
próximo da realidade. A inovação é, então, entendida como uma mudança
descontínua que altera as condições estruturais gerando desenvolvimento,
progresso e evolução no sistema. Já abordagem dos sistemas complexos,
ao apresentar um arcabouço não reducionista e que se fundamenta sobre
uma perspectiva evolucionária e sistêmica, concebe a economia como um
sistema composto por agentes heterogêneos que interagem entre si. Apesar
do ambiente de incerteza nas decisões tomadas, os agentes procuram se
adaptar às informações recebidas do meio e se auto-organizarem gerando
com isso novos padrões de auto-ordenamento e estruturas emergentes. A
modelagem, nesse sentido, tem por principal objetivo descobrir as
propriedades emergentes resultantes da interação entre os agentes no
sistema. Por fim chega-se a conclusão de que as inovações tecnológicas
apresentaram resultados mais satisfatórios e mais condizentes quando
analisadas dentro dessa perspectiva agent-based.
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